Ansiedade e Transtornos de Ansiedade

Publicado em Transtornos  por: maria.silvia
28/11/07

A ansiedade pode ser descrita como reação frente a um perigo real ou imaginário, caracterizada por componentes mentais – inquietação, medo, sensação de que algo muito ruim vai acontecer, medo de perder o controle – e somáticos – aumento da freqüência cardíaca, dificuldade para respirar, tremores, sudorese, tensão muscular. Para algumas pessoas é mais fácil identificar alterações corporais do que suas emoções. Interpretam estas alterações como sintomas de patologias somáticas o que, por si só, já causa mais alguma ansiedade.

Por outro lado, patologias cardíacas, endocrinológicas ou neurológicas podem causar sinais e sintomas semelhantes aos componentes somáticos da ansiedade. Sendo assim, quando se apresenta alterações intensas e freqüentes dos batimentos cardíacos, dores musculares, dificuldade respiratória, alterações súbitas do hábito intestinal, do sono e do apetite, é importante uma avaliação médica completa, para se avaliar as condições de funcionamento do organismo de maneira global. Caso não haja alterações, ou as encontradas não justifiquem a magnitude das queixas, é preciso avaliar também a saúde mental.

Apesar de seu caráter desagradável, a ansiedade é, a princípio, uma reação adaptativa. A partir de um “sinal de alarme” é que se vai procurar sua origem, identificar o perigo e buscar recursos para enfrentá-lo. Funciona como motivação para o desenvolvimento de novas capacidades/habilidades que permitam enfrentar a dificuldade que se apresenta. Numa próxima situação, o perigo é reconhecido mais rapidamente, os recursos são mobilizados com mais eficiência, gerando menos ansiedade. Isso é bem conhecido por professores, supervisores, gerentes, que atemorizam seus subordinados para que cada  um dê o melhor de si.

Há quem seja muito exigente consigo mesmo e faça questão de ser o melhor, sempre.Desta forma, a maioria das pessoas vive hoje pressionada por metas (impostas interna e externamente) a cumprir, precisando produzir mais, ganhar mais, realizar mais. No entanto, quando a ansiedade se torna intensa demais o efeito é exatamente o contrário: o indivíduo tem dificuldade em utilizar seus recursos e desempenhar suas funções, além de se sentir muito mal fisicamente. A percepção da queda do desempenho e/ou a preocupação com uma possível doença orgânica aumentam a ansiedade, gerando uma “espiral viciosa”.  

A avaliação psiquiátrica se faz então necessária para determinar se a ansiedade apresentada é natural para o momento de vida ou se atingiu nível patológico. Várias patologias psiquiátricas, de gravidades diversas, apresentam ansiedade dentro de seu quadro clínico e por este motivo é necessário que o diagnóstico psiquiátrico seja acurado, para que se indique o melhor conjunto de medidas terapêuticas.  As crises vitais (adolescência, início da vida sexual, escolha profissional e vestibular, formatura, casamento, nascimento de filhos, doenças somáticas, separações, perdas) geram grande ansiedade, que pode ser desestruturante.No entanto, são também momentos muito férteis em que o indivíduo, se for adequadamente acolhido e tratado, pode não só superar as dificuldades como também sair mais fortalecido, mais amadurecido.

As classificações atuais denominam Transtornos Ansiosos aqueles cujo sintoma proeminente é a ansiedade. Dentre eles os mais freqüentes são o Transtorno de Pânico e o Transtorno de Ansiedade Generalizada. O Transtorno de Pânico se caracteriza por crises agudas de ansiedade, em que o indivíduo apresenta subitamente medo intenso, taquicardia, dificuldade respiratória, tremores, sudorese, sensação de que vai morrer naquele momento. Procura insistentemente atendimento médico, não acreditando que nenhuma anormalidade física foi encontrada. Passa a desenvolver ansiedade antecipatória, com medo de novos ataques, e a evitar qualquer situação que possa desencadeá-los.

O Transtorno de Ansiedade Generalizada, ao contrário, é uma situação crônica, em que o indivíduo apresenta, por longos períodos, irritabilidade, preocupação excessiva, dificuldade de se concentrar, insônia, tensão e dores musculares, incapacidade de relaxar, alterações do apetite, do hábito intestinal.

São quadros que podem ser tratados com sucesso, se utilizando a combinação de psicoterapia com medicação adequada, além da adoção de hábitos de vida mais saudáveis.

56 respostas para 'Ansiedade e Transtornos de Ansiedade'

  1. Camila Ramos Diz:

    É muito interessante discutir esse tema, quando em nossa rotina nos deparamos freqüentemente com a pressão por parte de nossos familiares, cônjuges e colegas de trabalho. Hoje em dia boa parte das pessoas possui distúrbios psiquiátricos, mas dificilmente busca ajuda, necessitando encontrar um grande controle emocional dentro de si. Parabéns pelos artigos!

  2. Jefferson Diz:

    Cara Drª Maria Silvia,

    Gostaria de perguntar como sabemos que uma situação atingiu sue “nível patológico” ou está dentro do esperado para a situação? Quem indica a necessidade de tratamento ou de procurar tratamento?

    Obrigado,

    Jefferson

    Obrigada pela pergunta, Jefferson.Muitas vezes as pessoas evitam procurar o tratamento em saúde mental com a justificativa ” mas eu não estou tão louco assim”. Na verdade, o que determina a necessidade de tratamento é o grau de sofrimento que a pessoa está vivendo e/ou causando a quem está próximo a ela. Isso é independente da presença ou não de um distúrbio psiquiátrico diagnosticável. Pessoas que não apresentam nenhuma patologia psiquiátrica, mas estão passando por situações de vida que causam grande sofrimento, podem se beneficiar (e muito) de acompanhamento psiquiátrico, como um apoio para superar as dificuldades. Quando a própria pessoa não é capaz de compreender as origens de seu sofrimento, quem está mais próximo pode dar o “empurrãozinho”.Muitas vezes, as pessoas percebem mais as queixas corporais do que as emocionais e procuram seu médico de outra especialidade em busca de ajuda. Pela própria relação de confiança, a consulta médica constitue um ótimo momento para que, percebendo dificuldades emocionais em seu paciente, o clínico o encaminhe para uma avaliação de sua saúde mental, ajudando-o a transpor possíveis preconceitos que o impeçam de buscar/aceitar ajuda.

  3. gisele Diz:

    a minha pergunta é – gostaria de saber como identificar se a pessoa é bipolar ou tda, os sintomas de cada uma dessea transtornos o que me faz perceber as diferencias de uma para outra se começa na infancia se tem cura o tratamento tempo de desenvolvimento e se é considerado uma cd e quais são elas

    Maria Sílvia diz:
    Gisele, os critérios diagnósticos para o Transtorno Afetivo Bipolar(TAB) incluem a ocorrência de episódios de Depressão (tristeza, desânimo, incapacidade para sentir prazer,alterações de sono e apetite, idéias de morte e/ou suicidas, idéias de menos valia, culpa ou vergonha, diminuição da capacidade laboral, diminuição da memório e da atenção), períodos sem sintomas e episódios de Mania em que, ao contrário, a pessoa se mostra agitada, com pensamento e fala acelerados, iniciando mil coisas que não consegue terminar, sentindo-se poderosa, rica,hipersexualizada, excessivamente alegre ou irritada, podendo se tornar rapidamente agressiva quando contrariada.Pode ter início na infância ou adolescência, mas o mais comum é que os episódios(depressivo, maníaco ou misto) comecem a ocorrer entre os 20 e 30 anos. É uma condição crônica, para a qual não se conhece a cura, mas com o tratamento adequado, que inclui seguimento medicamentoso e psicoterápico, pode-se prevenir a ocorrência dos episódios, permitindo que o portador tenha um bom desenvolvimento pessoal. A grande dificuldade é que, nos períodos fora dos episódios, o paciente pode se sentir muito bem, acreditar que está curado e abandonar o tratamento. Afinal, nem o portador nem seus familiares vêm sentido em continuar o uso da medicação sendo que ele está bem. Desta forma o portador de TAB fica desprotegido, correndo o risco de ter um novo episódio, e recomeçar o ciclo. Cada novo episódio aumenta o risco de que outros venham a acontecer, daí a importância do tratamento com medicação estabilizadora do humor.
    O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade(TDAH), por outro lado, começa sempre na infância e se caracteriza por dificuldade em manter a atenção, permanecer parado e controlar impulsos. É uma condição mais contínua, ou seja, não evolui em episódios intercalados com períodos sem sintomas, o portador está sempre desatento, com atividade motora aumentada e/ou impulsivo. Principalmente em crianças e adolescentes, pode ser difícil diferenciar um quadro depressivo de desatenção, pois geralmente são pessoas quietinhas, isoladas, “no mundo da lua”. As crianças/adolescentes com TDAH no entanto, conseguem demonstrar interesse e prazer em determinadas atividades, o que não ocorre com as deprimidas. Da mesma forma, devido à agitação e impulsividade, pode ser difícil diferenciar uma criança/adolescente em quadro maníaco ou de hiperatividade mas, em geral, os portadores de TAB têm auto-estima bastante elevada e sexualidade aumentada, o que não ocorre com os portadores de TDAH. Esta última condição também é crônica, mas em grande número de casos melhora no início da vida adulta. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem minimizar os efeitos deletérios do transtorno, controlando sintomas e permitindo o desenvolvimento adequado da criança.
    Vale lembrar, Gisele, que não são patologias excludentes, ou seja, uma mesma pessoa pode ser portadora dos dois transtornos, o que gera várias complicações para a realização do diagnóstico e do tratamento adequado. Ainda assim, hoje já se dispõem de recursos para o tratamento mesmo dos quadros mais complexos.

  4. gisele Diz:

    tem uma pessoa que sofre de ansiedade em minha casa gostaria de saber como lidar com essa situação
    Gisele, uma coisa importante a se dizer sobre a ansiedade é que ela é altamente contagiosa. Se a depresssão é a “dor da alma” eu ousaria dizer que a ansiedade é sua coceira e é muito difícil estar perto de alguém se coçando e não se ficar com vontade de se coçar também. Enfim, o que eu quero lhe dizer é que o primeiro passo é não se contaminar pela ansiedade da pessoa para não tornar a convivência ainda mais difícil. Também não é boa idéia fazer de conta que nada está acontecendo ou usar expressões estereotipadas. Não há nada mais desagradável para alguém em desespero do que alguém absolutamente indiferente pegando em seu braço e dizendo “-calma” com ar de superioridade. isso só faz aumentar a sensação de desamparo do ansioso. O melhor é tentar conversar sobre os motivos da ansiedade com seriedade e respeito, procurando argumentar com lógica a respeito de seus temores. Sentir-se acolhido, compreendido e aceito ajuda a diminuir a ansiedade. E, conseguindo-se ganhar a confiança do ansioso, orientá-lo a procurar o tratamento adequado. Quando se está convivendo com pessoa muito ansiosa é tentadora a idéia de lhe dar “um calmantezinho”, “um antidistônico”, “um ansioliticozinho”, porque aí ela sossega e pára de perturbar (afinal, ninguém é de ferro). Isso é especialmente perigoso pois, além de não aprender a lidar com suas dificuldades, a pessoa aprende a usar medicações com alto risco de tolerância ( precisar de doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito), dependência química e psicológica.A Ansiedade não tratada pode evoluir para outras doenças associadas, principalmente Depressão, Abuso de Substâncias e Somatização. Desta forma, por mais assustador que possa parecer procurar um(a) médico(a) psiquiatra, ele(a) pode ser um grande aliado nesses casos.

  5. Giovana Diz:

    Tenho 26 anos e a 1ª crise d pânico foi aos 19.Consegui superar mtas vezes s/remédio mas agora to c/depressão bem evoluída.Tomo aprazolan 0,5, paroxetina 20mg e imipramina 25 mg,dia e noite. Tenho uma filha de 5 anos de um relacionamento que não deu certo. Sofri muito mas hoje estou com uma pessoa maravilhosa que assumiu a mim e minha filha mas meus pais continuam me condenanado por meus erros do passado. Meu pai principalmente pq ele traçou o caminho que ele queria pra mim.Na verdade ele queria viver minha vida por mim.Ele queria q eu fosse cantora mas eu nunca quis isso de verdade.Então, ele pegou raiva de mim quando parei de cantar. Tudo que faço a meu favor eles criticam. Entrei na academia pra mudar um pouco meu rítmo de vída e me distrair e minha mãe achou um absurdo! Pq ela cuida da minha filha pra eu trabalhar e acha que pode comandar a minha vida. Como pode ver, não me dou bem c/minha família. Não suporto meu emprego pq mesmo gostando do q faço não tenho paz aqui.Além de estar sobrecarregada têm mtas pessoas acomodadas q me pertubam o dia inteiro.No meu emprego é onde tenho a maioria das crises.Gostaria de saber se a dosagem dos medicamentos q tomo está alta e se é melhor q eu peça afastamento do meu emprego até eu me curar pq sempre fico adianado isso e piorando cada vez +.Obrigada desde já.
    Giovana, obrigada por sua atenção. Seu comentário me pareceu bastante angustiado, o que é natural, se você está tendo ataques de pânico, que são realmente muito assustadores. São causa e conseqüência de muita insegurança e medo, e você parece estar abarrotada disso. Em relação à medicação, eu não ousaria opinar sobre doses, porque elas são construidas pelo psiquiatra de acordo com a necessidade de cada paciente, mas acho importante ressaltar que as 3 substâncias (alprazolan,paroxetina e imipramina) apresentam eficácia no tratamento do Transtorno de Pânico comprovada por trabalhos científicos, ou seja, são perfeitamente indicadas para o tratamento deste tipo de quadro. A dose precisa ser adequada junto com seu ou sua psiquiatra, de acordo com sua evolução. O Transtorno de Pânico, Giovana, além de seus aspectos biológicos, apresenta também forte componente psicológico e, sendo assim, o tratamento medicamentoso pode não ser suficiente. Pelas dificuldades de relacionamento que você relata, parece-me que existe a necessidade de um atendimento psicoterápico que a ajude a se sentir mais amparada e a entender melhor as origens de suas angústias. Caso haja disponibilidade de seus familiares, uma terapia familiar também poderia ser interessante, no sentido de ajudar a uma melhor comunicação entre vocês. Muitos desentendimentos familiares nascem de dificuldades da compreensão dos desejos e expectativas de cada um, assim como da dificuldade de estabelecimento dos limites do que é próprio de cada pessoa. Esclarecer tudo isso pode levá-los a uma convivência mais harmônica, o que certamente a ajudará a superar esses sintomas do Transtorno de Pânico.

  6. Giovana Diz:

    Drª, eu até gostaria de fazer pscoterapia mas infelizmente o custo é muito caro e como não tenho condições, faço tratamento com um clínico geral. Então acabo sempre me abrindo com alguma pessoa e até mesmo com meu marido. Mas eu penso que isso pode contagiar outras pessoas. Ngm gosta muito de aturar pessoas depressivas que só reclamam da vida. E eles me ajudam como pode e nem sempre dizem o que preciso escutar. Na verdade é tudo muito complicado. Só quem tem depressão sabe como é. Tem dias que fico tão desesperada que dá a impressão que não vou resistir. Tenho medo de fazer besteira se bem que toda vez que eu penso nisso, penso na minha filhinha que não tem nada haver e que ela precisa de mim.
    Sabe, as vezes eu fico no meio de tanta gente e me sinto tão estranha…como se eu não fosse dali, não fizesse parte daquele meio…Eu já superei várias crises de pânico…eu já resisti á várias crises de ansiedade…mas eu não consigo me livrar disso…resistir até q consigo mas superar…ah, isso é mto dificil…Eu me afastei da minha família com o intuito de evitar que eles me chateiem ao invés de acharem que é frescura mas ao mesmo tempo queria tanto q eles fossem diferentes mas acho que ele não mudam…então eu prefiro aprender a ser sozinha (sem eles) do que esperar uma mudança da parte deles…
    Outra coisa, eu acho que estou com bulimia faz tempo, desde meu primeiro casamento que não foi feliz…eu me sentia horrível, gorda….mas esses sentimentos não passaram…
    Eu até comentei com o médico q eu havia engordado 5 kg e ele me passou sibutramina…eu tomei por alguns dias mas depois parei…
    Olha Drª, me desculpa pelo “livro” que escrevi mas é que seu blog é uma forma de desabafar…Muito Obrigada pela atenção….Abraços

  7. Vânia do Espírito Santo Diz:

    Dra. Maria Sílvia,
    Gostaria de saber quais as causas ou qual a origem da baixa auto-estima, da insegurança e da ansiedade. Tenho a impressão de que algumas pessoas já têm predisposição à insegurança e isso gera ansiedade. Pessoas também extremamente sensíveis sofrem mais por determinados acontecimentos do que outras menos sensíveis, entrando facilmente em depressão. Seria essa sensibilidade exagerada a mesma coisa que o transtormo bipolar?
    Tenho pessoas assim na família e acredito que eu mesma, se não ficar atenta, ficarei depressiva e ansiosa. O mundo e os acontecimentos atuais não colaboram em nada com nossa saúde emocional. Minha convivência familiar, distúrbios de alcoolismo, temperamentos fortes, veia artística, emoção à flor da pele, preocupação com as dores do mundo, desilusão relativa a autoridades religiosas, políticas, decepção com o ser humano em geral, tudo isso nos torna deprimidos. Acredito que se nos concentrarmos mais no próximo que em nós mesmos, seremos mais felizes e talvez possamos até evitar doenças,
    mas a vida exige de nós muita objetividade e o dinheiro é quase fundamental.
    Por isso, aqueles que estão sempre “fora da realidade”, os sonhadores, sofrem muito, se dão mal na vida, nunca têm segurança financeira e raramente controem o futuro.
    Como fazer? Devo dizer que já tenho 67 anos, mas a minha preocupação já não é comigo e sim com filhos .
    Desde já, agradeço.

    Vânia

    Vânia, seus questionamentos motivaram o artigo que estou escrevendo hoje. Veja se contempla suas preocupações e, caso queira mais esclarecimentos, por favor, escreva de novo. Seus comentários enriquecem nosso trabalho. Um abraço,

    Maria Sílvia

  8. Giovana Diz:

    Dr. Maria Sílvia, eu gostaria de saber se uma pessoa pode ter vários distúrbios emocionais ao mesmo tempo e como é possível reconhecer cada um já que os distúrbios possuem sintomas muito parecidos.
    Abraços,
    Giovana

    Sim, Giovana, uma pessoa pode ter mais de um transtorno mental ao mesmo tempo, é o que chamamos de comorbidade. A associação de transtornos pode dificultar o diagnóstico pela sobreposição de sintomas, o que exige uma avaliação psiquiátrica cuidadosa e detalhada para se detectar todos os aspectos relevantes do quadro apresentado. O conhecimento de psicopatologia e o treinamento em atendimento são fundamentais para determinar sintomas mais gerais, presentes em vários quadros, e aqueles que são específicos de determinadas patologias, para indicar um tratamento que contemple todas as dificuldades do paciente. A presença de ansiedade e depressão em um mesmo paciente, por exemplo, é bastante comum , assim como a associação destes quadros com abuso de álcool e drogas.

  9. margareth Diz:

    Há dois anos venho tomando o medicamente Apraz, estou tentando parar,mas quando fico dois dias ou mais sem o medicamento,tenho crises de dor abdominal.Isso procede ou não ?

  10. maria.silvia Diz:

    Margareth, o Alprazolam, que é a substância desse medicamento é um benzodiazepínico que produz, assim como os outras substâncias dessa categoria:1)alívio da ansiedade;2)relaxamento muscular e3)indução do sono. Suas principais diferenças são que é uma substância muito potente e com meia-vida muito curta, isto é, e´rapidamente metabolizado e eliminado do organismo. Essa ação potente e rápida aumenta o risco de dependência, com sintomas de abstinência na sua retirada. Esses sinais podem ser tremores, mal-estar, tontura, irritabilidade, entre outros, pode ser que esta dor abdominal seja a forma de seu organismo reagir à falta da medicação. Minha sugestão é que, junto com o médico que o prescreve para você, faça uma retirada bem gradual, com pequenas diminuições de dose(esta medicação tem comprimidos com doses bem pequenas, que ainda podem ser partidos ao meio), até que seu organismo consiga ficar sem ele. Vale também trabalhar as fontes de ansiedade que ajudam a manter a necessidade da medicação, controlando-as de outra forma.

  11. JANNA Diz:

    Dr. Estou me sentindo pessima e isso já tem alguns meses, acordo apatica, com pensamentos negativos, acho que vou ter um ataque, sinto o coração acelerado, dores musculares difusas e muito medo de morrer. Tem ocasiões, festas, passeios que não consigo nem falar, minha vontade é fugir do lugar, me sinto muito mal, tenho sudorese, mal estar que depois vai passando aos poucos. Já tive depressão há mais ou menos seis anos e fiz tratamento medicamentoso, somatizo muito as coisas, não posso houvir uma noticia ruim, que me desistabilizo emocionalmente. Gostaria de uma orientação, porfavor, para completar minha familia não me entende acha que tudo que sinto é invensão da minha cabeça. Não deixe de expressar sua opinião, quando vi esse site, e os depoimentos senti uma luz no fim do túnel. Me ajude!!!!!!

  12. alex Diz:

    DRA ESTOU COM A CHAMADA TAD TRANSTORNO DE ANSIEDADE DEPRESSIVA E FUI AO PSIQUIATRA, TREMIA DEMAIS E CHORAVA SEM PARAR, O PSIQUIATRA RECEITOU FLUXETINA DE 20 MG E CLONAZEPAN DE 2MG TEM 32 DIAS QUE ESTOU NESTE TRATAMENTO E EXISTEM DIAS DE FICO APAVORADO , ANSIOSO E TREMULO, QUERIA SABER SE E NORMAL PELO TEMPO QUE TOMO ESTES MEDICAMENTOS E SE REALMENTE FAZEM EFEITOS DE CURA, OBRIGADO PELA ATENCAO. ALEX MENDES DE VITORIA DA CONQUISTA BAHIA

  13. Marcio de Assis Diz:

    Preciso muito de uma informação. Quando se diagnostica um paciente com transtorno ansioso não especificado (CID 41.9), significa que somente foi possível detectar ansiedade e no caso não é grave, ou é uma ansiedade que possui características dos outros transtornos, porém não permitindo classificar especificamente o paciente em uma categoria de transtorno ansioso específico, como obssessivo-compulsivo, pânico ou etc? Essa caracterização, CID.41.9, transtorno ansioso não especificado está relacionado à gravidade da patologia ou à situação conjuntural onde não se pode especificar o tipo de transtorno ansioso? O que leva o psiquiatra a traçar esse diagnóstico?

  14. maria.silvia Diz:

    boa noite, Márcio. Esse código F41.9 quer dizer que foram detectados sinais de ansiedade suficientes para determinar um transtorno de ansiedade mas não há dados suficientes para especificar qual. Esse código não está relacionado à gravidade, mas sim ao fato de não haver elementos para especificar qual é o transtorno.
    Abraço,
    Maria Sílvia

  15. eunice Diz:

    olá preciso tirar uma duvida a quatro anos faço tratamento de transtorno de ansieda e tomo medicação citalopra 15ml a um tempo ñ sinto mas ansiedade. mas por estes dia tive uma sensação estranha ao passar em umlugar e sentir um cheiro de flores. logo veio na minha cabeça uma sensação estranha fiquei com medo e pensei sera que eu vou morrer? ai fiquei
    era uma sensação horrivel naquele momento parece até que meu ouvido quis ficar surdo derrepente já queria ir embora.desse dia pra cá fiquei com issi em minha cabeça e fico ansiosa. obrigada aguardo sua resposta.

  16. maria.silvia Diz:

    Boa noite, Janna, Alex e Eunice. Janna, os sintomas que você descreve são muito sugestivos de Transtorno de Pânico, um tipo de Transtorno de Ansiedade que causa muito sofrimento mas responde muito bem ao tratamento. Procure um psiquiatra para que ele possa fazer um diagnóstico mais completo e indicar o tratamento adequado. Se possível, leve sua mãe para que ela possa receber informações sobre seu quadro.
    Alex, as medicações que você está usando são adequadas para o tratamento de ansiedade e depressão. Nos retornos com seu médico vocês poderão fazer um melhor ajuste de dose e manejo dos efeitos colaterais.
    Eunice, as preocupações com a morte são muito comuns em pessoas com Transtornos de Ansiedade. Sugiro que você volte a conversar com seu médico para ajuste da dosagem da medicação e discutir a indicação de você fazer psicoterapia, onde possa trabalhar as questões referentes ao medo da morte e outros medos.
    Abraço,
    Maria Sílvia

  17. Clarice Diz:

    Boa dia,

    Queria saber se um profissional na área de psiquiatria pode fazer um diagnóstico equivocado sobre um paciente. Eu fiz prova para oficial da aeronaútica e fui avaliada pela psiquíatrica, e esta informa que apresento transtorno ansioso não especificado. Eu acredito que eu não tenho esta doença porque eu fiz várias pesquisas sobre o assunto sobre os sintomas e verifiquei que não apresento tais sintomas. Acredito que ela fez essa análise por ser uma pessoa muito reservada, contida e por responder as perguntas sem pressa (as analiso e depois respondo).

  18. maria.silvia Diz:

    Boa noite, Clarice. Todo profissional corre o risco de cometer enganos quando avalia um paciente, principalmente se a avaliação se dá em apenas uma entrevista. Muitos aspectos da avaliação do estado mental de uma pessoa levam em conta sinais subjetivos, passíveis de diferentes interpretações. Geralmente, em provas oficiais, são aplicadas escalas e/ou testes psicológicos, para documentar melhor os achados.
    Espero ter ajudado. Abraço,
    Maria Sílvia

  19. Carmen Carvalho Diz:

    Eu tive os primeiros sintomas em Fevereiro de 2010, demorei um mês para diagnosticar a doença e começar o tratamento com Psiquiatra. Tomei no início alguns remédios que me deram efeitos colaterais, depois que iniciei a terapia, descobri que tinha Transtorno de Ansiedade misto com depressão.Continuo o tratamento com Psiquiatra, medicação, duas terapias por semana e quando a um mês comecei a pratica yoga, ajudou muito, muito mesmo na minha recuperação. Hoje tenho poucos sintomas da ansiedade, mais forte e a depressão. Continuo o tratamento, mais me sinto muito melhor.

  20. maria.silvia Diz:

    Bom dia, Carmen. Que coisa boa receber seu comentário, obrigada! Em minha opinião, você está no caminho certo. A cada progresso, você vai descobrindo novas formas de se ajudar e se sentir melhor. O tratamento não é um ato de mágica que o médico realiza, mas um processo de crescimento realizado em conjunto com o paciente.
    Bom trabalho para vocês.
    Abraço.
    Maria Sílvia

  21. CLARICE Diz:

    BOM DIA, DOUTORA

    COMO A SENHORA É PROFISSIONAL NA ÁREA DE PSIQUIATRIA E POR QUESTÕES ÉTICAS NÃO PODE AFIRMAR QUE ESTA FEZ UMA AVALIAÇÃO EQUIVOCADA. A QUESTÃO QUE ESTA PROFISSIONAL ME AVALIOU QUE SOU UMA PESSAO INCAPAZ NA ÁREA MILITAR E CIVIL. CONFORME ESSE FATO, ELA AFIRMA QUE EU NÃO POSSO TRABALHAR. SOU FUNCIONÁRIA CONCURSADA E APRESENTO CONDIÇÕES FÍSICAS E MENTAIS. ATUO DESDE NOV/2005 NA ÁREA DE SEGURANÇA DO RIO DE JANEIRO. TRABALHO DESTE ENTÃO SEM NENHUMA INTERRUPÇÃO.

    BOM DIA,

    AGUARDO UMA RESPOSTA VIA EMAIL

  22. Verônica Diz:

    Dra, como vai?
    Conheci um rapaz há alguns meses, mas somos de cidades diferentes. Agora foi constatado Transtorno Ansioso Compulsivo. Contudo, não sei como lidar com isso, pois nosso maior contato é por telefone e, algumas vezes, o contato tem sido impossível. Ele alega estar isolado. Não tem ido trabalhar… Como fazer para ajudá-lo??? É possível ajudar??? Porque tmbém sofro com essa situação…

  23. Gabriela Valdebenito Diz:

    Bom dia!
    Sempre tive problema com a ansiedade, desde criança. Comecei a terapia com uns 16 anos e depois de uns 3 anos tive bons resultados. Minha terapeuta achava que se tratava de um possivel abuso na infancia. Desde então vim investigando o que poderia ser. Parei de falar com a minha mãe, por suposição. Casei e vim morar na Suiça, a adaptaçao demora um pouco, pelo fato de serem varias linguas diferentes, cultura diferente… Ja desde começo do ano quando voltei de uma viagem do Brasil, comecei a piorar. Meus medos que normalmente eram a noite, começaram a vir durante o dia tbm, excesso de suor, pricipalmente nas maos me atrapanhavam nas aulas. Começou a evoluir, e meus pesadelos começaram a ficar mais estranhos. Comecei a terapia entao há dois meses atras. Ela pegou duas semanas de ferias. Começou a me dar muita insonia. Sono leve, os sonhos mais pareciam então, imagens terriveis que me amedrontavam e me faziam acordar. fui ao psiquiatra e ele me deu um antipsicotico levinho (Promazine) pra parar com as imagens e me fazer dormir. O medo das reaçoes do proprio remedio e o temor a loucura foram muito fortes. Nao dormi nada essa noite. A situaçao ficou tão insuportavel o que me fez ir duas vezes ao hospital, dizendo das minhas imagens e do meu medo de dormir. Me indicaram um bom hospital psiquiatrico e aqui estou. Bem medicada ainda consegui dormir ontem mas com muitas relutas contra o remedio e com muit medo de dormir. parace uma luta interna, consciente e incosciente… tentativa de controle, sensação de estar ficando louca, tremores, sensaçao de panico e agora também pela manhã. Meu pai teve a mesma coisa e depois como nao tratou direito começou a ter alucinaçoes. Agora ele controla bem, as vezes nem tanto mas normalmente bem lucido. Estou na melhor clinica que poderia estar mas muitas vezes não tenho respostas. O que eu tenho? Sera somnophobia? Li que essa imagens estranhas que me aterririsam a noite podem ser delirios e pra mim fez sentido. Eu posso melhorar? sera realmente alguma coisa do meu passado que eu tenho que lebrar e se não vai me amedrontar em sonhos até eu perder a realidade? Ajude-me por favor! isso é tudo muito novo pra mim, a sensaçao de estar longe de todos tbm atrapalha muito. é tudo muito assustador e solitario por em ainda morar na Suiça. Desde ja agradeço!
    Gabriela.

  24. Elaine Diz:

    Drª desde de nov/09 descobrir que tudo que estava sentindo é o TAG e iniciei o tratamento com velafaxina, atualmente estamos reduzindo o medicamento mais no natal e ano novo não tomei o remedio para aproveitar as festas beber um pouco. Mais ontem tive um crise sentir outra vez varios sintomas. O que pode ser, estou com medo de ter tudo de novo, foi muito ruim e assustador.

  25. maria.silvia Diz:

    Boa noite, Elaine. A melhor pessoa para esclarecer suas dúdicas é o(a) Médico(a) que a acompanha, mas creio poder ajudar a tirar essa sensação horrível de:”Ah, meu Deus, tudo de novo não!”. Os sintomas que você voltou a apresentar provavelmente se devem à descontinuação da medicação antes do momento adequado. A venlafaxina é medicação bastante eficiente para o tratamento dos sintomas de ansiedade mas exige introdução e retirada bem cuidadosas, justamente pelos efeitos colaterais. O uso de bebida alcoólica também está associado a sintomas de ansiedade em algumas pessoas, pode ser que você tenha essa sensibilidade. E você deve saber que pessoas com TAG, assim como quem tem Transtorno de Pânico presta muita atenção a suas sensações corporais e pequenas alterações causam mais ansiedade, que causa mais alterações físicas, que causam mais ansiedade e por aí vai…Creio que uma boa conversa com seu(sua) psiquiatra, em que você coloque claramente suas dúvidas (não precisa ter vergonha de perguntar, nem de contar que ficou uns dias sem medicação), vai ajudá-la a se sentir bem melhor, e não ter medo da recaída. Abraço,
    Maria Sílvia

  26. Regina Diz:

    Boa tarde,meu enome é Regina. À mais ou menos 06 anos tenho usado ininteruptamente o alprasolan 2,00mg dois comprimidos alternado durante o dia . tenho sessenta e dois anos e gostaria de saber se trocar por clonasepan 2,00mg 2 compridos por dia ,vai fazer o mesmo efeito do Alprasolan uma vez que vou usar a mesma dosagem com clonasepan que me foi indicaddo pelo meu médico clínico geral.

  27. maria.silvia Diz:

    Boa noite, Regina. Sugiro que você procure um médico psiquiatra que a avalie e prescreva a medicação da forma como julgar mais adequada.
    Abraço,
    Maria Sílvia

  28. Regina Diz:

    nao tenho um psiquiatra no momento pois estou sendo atendida pelo sus e aqui em juiz de fora nao e bom o atendimento estou muito deprimida e meu clinico geral achou a quantidade muito grande de aprazolan pois tomo 4 comprimidos de uma gramapor dia as vezes um pouco mais tenho sindrome de panico desde 16 anos nunca consegui um tratamento que me curase e me deprimo com muita facilidade . mas consegui a 2 anos me curar de um cancer no colon do utero mas nunca a depressao por isso te peço ajuda o que fazer? desde ja te agradeço beijos regina

  29. CLAUDIA Diz:

    BOA TARDE,

    Gostaria saber o que acontece com uma pessoa tem transtorno ansioso não especificado. O que quer dizer isso. Essa pessoa consegue trabalhar sobre pressão diária e cobranças também. Caso não, o que acontece com esta pessoa? Como ela age? Ela é agressiva? Ela pode causar danos materiais e não-materiais? A senhora podera explicar melhor esse tipo de transtorno, isto é, que é muito vago e não tem muito material significativo.

    obrigada.

  30. maria.silvia Diz:

    Boa noite, Regina e Cláudia. Regina, se você conseguiu lutar contra o câncer, é realmente uma guerreira, parabéns! Pelo que entendi você não está tomando nenhum anti-depressivo, apesar das queixas. A avaliação com psiquiatra pode ajudá-la a conhecer os recurso de tratamento. Em Juiz de Fora, talvez seja interessante buscar atendimento nos serviços ligados à Universidade. Abraço,
    Maria Sílvia.

  31. CLAUDIA Diz:

    Boa tarde, doutora

    A senhora não respondeu a minha pergunta? A senhora respondeu somente para a Regina.

    BOA TARDE,

    Gostaria saber o que acontece com uma pessoa tem transtorno ansioso não especificado. O que quer dizer isso. Essa pessoa consegue trabalhar sobre pressão diária e cobranças também. Caso não, o que acontece com esta pessoa? Como ela age? Ela é agressiva? Ela pode causar danos materiais e não-materiais? A senhora podera explicar melhor esse tipo de transtorno, isto é, que é muito vago e não tem muito material significativo.

    obrigada.

  32. CLAUDIA Diz:

    Continuação. Quando fiz esse questionamento sobre transtorno ansioso é porque tem notado que uma amiga do trabalho está muito tensa e às vezes tensa. E percebe que anda agressiva, principalmente, com as pessoas que ela tem mais contato (amizade). Vou ser mais objetiva: Ela pode a vir a causar um dano material e pessoal no ambiente do trabalho. Agora, espero que a senhora tenha entendido. Quais as orientações que a senhora pode me dá.

    obrigada.

  33. luiza Diz:

    boa noite. tenho TAG , nenhum anti depressivo fez bem a essa doença, ao contrario, seus efeitos colaterais pioraram….somente o q me ajuda é lexotan de dia e lorax a noite….controlo-me para nunca aumentar a dose, pq dizem q podem nao mais fazer efeito e viciar….faço psicoterapia, tem dia q estou bem e tem dias q estou pessimo ….isso tem cura, ? depende só de mim? ou é um desiquilibrio dos neurotransmissores? ja fiz tudo para resolver o problema…yoga, acunpuntura, ortomolecular, exercicios fisisocs etc etc…tudo em vão. isso desd abril de 2007…..hj minha vida pessoal e profissional esta funcionando 30 por cento só….tive muitos sintomas fisicos, hj so ficaram uma gastrite, e coceira…q a Dra me diz?obrigado

  34. emily Diz:

    BOA TARDE!
    TIVE UMAS CRISES QUE NÃO CONSEGUIA FICAR NO TRABALHO,SENTIA TRISTEZA,CHORO INCONTROLÁVEL,APERTO NO PEITO,ACHEI QUE ERA PRESSÃO BAIXA,SÓ QUE FOI AUMENTANDO,E SEMPRE QUE IA A ENFERMARIA,NADA ERA DIAGNOSTICADO ENTÃO ME ACONSELHARAM A PROCURAR UMA PSIQUIATRIA PARA UMA TRIAGEM,LÁ A MÉDICA DISSE QUE NÃO PODERIA CLASSIFICAR COMO UM TRANSTORNO DE ANSIEDADE,POIS O TRANSTORNO NÃO É TÃO FORTE A PONTO DE SÓ PASSAR AO SAIR DO AMBIENTE DE TRABALHO E QUE NÃO ERA PÂNICO POIS AS CRISES SE LIMITAVAM AO TRABALHO QUE EU FICARIA NO MEIO TERMO,FIZ UM TRATAMENTO COM PAROXETINA,MAIS MEUS FAMILIARES DISSERAM QUE PIOREI,POIS AS CRISES QUANDO NÃO TOMAVA O RÉMEDIO PASSARAM A SER EM QUALQUER LUGAR TIVE QUE IR EMBORA PARA UM INTERIOR,PAREI A MEDICAÇÃO E ESTOU SEM TRATAMENTO DESDE ENTÃO MESMO QUANDO TOMAVA A MEDICAÇÃO NUNCA MAIS CONSEGUI FICAR NUM TRABALHO,SEMPRE QUE ACHO QUE SOU CAPAZ A CRISE VOLTA E PEÇO DEMISSÃO,SÓ CONSIGO TRABALHAR SE NÃO FOR FIXO.SOU NOVA TENHO 25 ANOS,ESFORÇADA E PERDI GRANDES OPORTUNIDADES POR CAUSA DESSE PROBLEMA,SE PUDER ME DIZER ALGO AGRADEÇO.AQUI NA CIDADE ONDE ME ENCONTRO TEM PSICOLOGO SÓ NÃO SEI SE ELE TERIA O PREPARO NA ÁREA QUE PRECISO,ME AJUDE POR FAVOR,VIVO EM MEIO A UM PESADELO.

  35. maria.silvia Diz:

    Boa noite, Emily. Realmente você é bem nova, tem toda a condiçõa de se recuperar e reconstruir sua vida. Sugiro que você procure um médico psiquiatra para reavaliar seu quadro e a possibilidade de benefício com tratamento farmacológico, que ajuda bastante no início do tratamento dos Transtornos de Ansiedade. Mesmo não tendo uma boa adaptação com um primeiro medicamento, pode haver outro que ajude a controlar os sintomas, principalmente os físicos, que são muito difíceis de suportar e pioram a ansiedade. A psicoterapia também é muito importante para você identificar os conflitos relacionados com tanta ansiedade. O tratamento combinado não é rápido, mas em geral traz resultados muito consistentes.
    Um abraço e obrigada por seu comentário.
    Maria Sílvia

  36. maria.silvia Diz:

    Bom dia, Cláudia e Luiza. Peço desculpas pela demora nas respostas, eu me confundi aqui com a ferramenta. Cláudia, sobre uma pessoa que seja portadora de Transtorno Ansioso não especificado, esse diagnóstico é realmente bastante amplo. Quer dizer apenas que a pessoa apresenta quadro de Ansiedade significativo o suficiente para ser considerado como Transtorno, mas sem especificidades que permitam dizer qual. Pessoas apresentando quadro de Ansiedade muito intensa podem apresentar irritabilidade, pouca tolerência com pequenas contrariedades e até alguma agressividade verbal e contra objetos. Não é esperado que percam o controle a ponto de realizar agressões físicas. Caso isso aconteça, não seria devido apenas ao Transtorno de Ansiedade, seria preciso averiguar a presença de algum outro distúrbio. Espero ter respondido sua pergunta. Luiza, acredita-se que o Transtorno de Ansiedade Generalizada seja originado pou um conjunto de desarranjos que incluem características de personalidade, experiências ansiogênicas prévias e também desequilíbrio entre neurotransmissores no Sistema Nervoso Central. Para por tudo isso em ordem são necessárias várias intervenções, definidas individualmente, para cada paciente. Somente um profissional de saúde mental que a avaliasse cuidadosamente poderia indicar quais as melhores formas de intervenção para ajudá-la efetivamente.
    Abraço.
    Maria Sílvia

  37. Luiza A. Diz:

    Doutora, Sempre fui bastante confiante e tranquila para falar em público. Um dia, sem qualquer alteração aparente na minha rotina, fui apresentar um trabalho para meus poucos colegas e tive uma reação que me assustou muito, meu coração acelerou demais, minha respiração ficou rápida e curta, perdi a noção de espaço e senti um medo horrível de não consegui falar, que acabou me impossibilitando de fazê-lo. Desde então, sempre que ia apresentar um trabalho, já na véspera ficava ansiosa e com palpitações e dificuldade para respirar… e durante a apresentação as ondas de sintomas vinham fortes iam se abrandando à medida que eu tentava me acalmar e depois voltavam. Agora, estou mudando de faculdade e diante da iminência de um ambiente novo e desconhecido, essas crises passaram a fazer parte do meu dia. A ansiedade toma conta de mim em momentos aleatórios e eu me pego pensando em como será na faculdade nova. Já não durmo tão bem quanto antes e estou ficando cada vez mais triste e quieta, pois não sei como lidar com a situação uma vez que sempre fui bastante segura e confiante. As vezes choro até dormir só de pensar que n consigo controlar a situação e já busquei em minha cabeça diversas vezes um estopim para essa situação e não encontro… tudo estava bem quando a primeira crise veio. Isso pode ser um transtorno de ansiedade? O que devo fazer? Meu ginecologista me passou fluoxetina para estabilizar minhas emoções mas ainda não comecei a tomar. Você acha que o uso prolongado de anticoncepcionais pode agravar o nervosismo? Obrigada.

  38. maria.silvia Diz:

    Boa noite, Luiza. Os sintomas que você descreve realmente lembram um Transtorno de Ansiedade mas, para o diagnóstico correto, é importante você se consultar com psiquiatra. após uma avaliação cuidadosa ele poderá indicar a melhor forma de abordar suas dificuldades. O uso de anticoncepcionais pode causar sintomas de ansiedade e/ou depressão, mas pode não ser isso. Vale a pena conversar com seu ginecologista, para avaliar a forma de contracepção mais indicada para você.Abraço.
    Maria Sílvia

  39. Elzira Diz:

    thanks for sharing such a lovely stuff…

  40. maria.silvia Diz:

    Boa noite, Elzira e Alícia. Agradeço por seus comentários que são ótimos estímulos para escrever.Abraço.
    Maria Sílvia

  41. Maria Sílvia Diz:

    Obrigada pelo comentário, Belina. Abraço.
    Maria Sílvia

  42. Amanda Diz:

    Oi,tudo bem?estou passando muito mau por causa da ansiedade,perdi 4kg em uma semana,não paro de vomitar e ter dor de barriga todos os dias,já faço tratamento para depressao e ansiedade há 6 anos,já tomei fluoxetina,paroxetina,sertralina,citalopran,venlafaxina,imipramina e nortriptilina.mas só 3 desses fiz tratamento há mais tempo pois os outros me fizeram mau.no momento estou tomando rivotril mas o dia todo quero me curar oq posso fazer não aguentou mais minhas crises São muito fortes.me ajude .bjs

  43. maria.silvia Diz:

    Bom dia, Amanda. Não entendi bem se você está em tratamento psiquíátrico atualmente ou não. Se esse quadro de dor abdominal, vômitos e perda de peso for agudo, convém consultar um clínico geral ou gastroenterologista para ver se há alguma coisa orgânica acontecendo junto. Se esses sintomas costumam aparecer quando você está mais ansiosa, então é hora de retomar o tratamento com psiquiatra para tentar entender o que desencadeou essa piora, e qual a melhor forma de abordá-la. Bom trabalho e um abraço.
    Maria Sílvia

  44. Karynne Diz:

    Boa Noite, adorei esses depoimentos pois fui diagnosticada com TAG , exatamente tres meses venho sofrendo muito, com medo de tudo, sem espectativas, agora começei um tratamento e estou tomando Citaloplam 20 pela manha e 10 gotas de rivrotril para dormir e quando tenho crise o subligual de 0,25 ainda com 18 dias de começo de medicaçaõ e ainda tendo crise , éhh normal???
    Porque estou cansada de viver nesse mundinho, era uma pessoa super ativa e agora to parada no tempo, preciso ser enternada para passar esse começo, desde já agradeço…
    Abbraços…..

  45. maria.silvia Diz:

    Boa noite, Karynne. Realmente o início do tratamento exige bastante paciência mas vale a pena. A melhora vai se consolidando aos poucos. Pode ser que, além das medicações, você possa se beneficiar de psicoterapia. Sugiro que você converse sobre isso com o psiquiatra que a atende. Sugiro também que leia o texto “Transtorno de Ansiedade Generalizada” publicado neste mesmo Blog. Bom tratamento e um abraço.
    Maria Sílvia

  46. Jessica Diz:

    Boa tarde doutora maria silva, tudo bem???!!!…
    No periodo de 2 meses atrás estava bastante estressada com algumas mudanças que ocorreram em minha vida. Só que de 2 semanas para cá o estresse melhorou, porém comecei a sentir os seguintes sintomas:Primeiro, do nada em um momento de tranquilidade, meu coração dispara, em seguida sinto falta de ar, depois suores nas mãos e nos pés, também tremores nas mãos, daí minha boca fica seca e também, pode parecer estranho, mas sinto como se algo gelado por dentro de mim subisse dos pés até a minha cabeça. Quando isso aconteceu pela primeira vez fui ao hospital publico e a medica fez eletro no meu coração e não encontrou nenhuma anormalidade, porem no inicio do atendimento os batimentos do meu coração estava em 150 e minha PA estava 16 por 11( até esse momento , nunca tive pressão alta) ela disse que era crise de panico, me deu um remédio e tentou me acalmar, depois, mais tranquila tudo voltou ao normal. No dia seguinte passei mal com os mesmos sintomas, e fui para outro hospital publico e fui atendida por um psiquiatra. Quando cheguei no hospital minha PA e meus batimentos estavam normais. Fiz outro eletro e graças a Deus não foi encontrada nenhuma anormalidade.O psiquiatra falou que era Sindrome do Pânico, me receitou um remédio chamado cloridrato de sertralina. comecei a tomar, mas ontem , infelizmente e novamente passei mal no meu serviço com os mesmos sintomas já citados ( porem com a PA e os batimentos cardiacos normais) e fui encaminhada para um hospital que atende o meu convênio. Lá fui atendida por um clinico geral , contei os mesmos episódios anteriores que contei para a senhora e contei o que me levou ao hospital ontem. O clinico geral falou que o remédio que foi receitado pelo psiquiatra é muito forte para mim e que poderia realmente fazer mal para minha saude. Lá fiz eletro no meu coração de novo, que estava normal,tomei medicação para desintoxicar do meu organismo o cloridrato de sertralina e tomei um medicamento para me acalmar. Depois de alta, ele falou para eu suspender o uso do cloridrato de sertralina e começar a tomar Sintocalmy 300mg 1 comprimido 2 vezes por dia e Iperisan 1 comprimido 1 vez ao dia pois esses remédios eram mais fracos,e fui diagnosticada por ele com transtorno ansioso não especificado .Agora , estou tomando os remédios receitados pelo clinico geral e estou me sentindo bem melhor. A unica coisa que todos os médicos tem em comum é que todos eles falaram para eu procurar um especialista para eu fazer um tratamento melhor. Porém o que me angustia é essa divergência de informações. A senhora tem alguma orientação para me ajudar??? Obs: Tenho 20 anos e nunca senti todos esses sintomas antes destes episódios. Desculpa pelo texto longo e muito obrigada pela sua atenção.

  47. Jonathan Diz:

    Dra. estou desesperado, todo os dias acordo triste, com dores que tem hora que são nas costas, depois na lateral do torax (costelas), horas tenho desconforto abdominal, não consigo ouvir noticias tristes que já acho que vou morrer, não consigo mais vê jornal, quando estou em algum lugar que não conheço ninguem tenho medo de passar mal, ultimamente estou sempre tonto achando que vou desmaiar, sinto um peso no peito e as vezes pontadas. o que pode ser?

  48. maria.silvia Diz:

    Bom dia, Jonathan. Sugiro que você procure inicialmente um clínico geral, para checar suas condições de saúde física de uma maneira geral, como se deve fazer rotineiramente. Se houver algo que precisa ser melhorado, ele vai orientá-lo. A seguir, procure um(a) médico(a) psiquiatra, sem falta. Pela leitura dessa matéria, parece que você reconhece que tem sintomas ansiosos mas fica muito em dúvida quanto a problemas físicos. Já tendo esclarecido essa parte com o(a) clínico(a) geral, fica mais fácil conversar com o profissional de saúde mental sobre suas emoções. Bom trabalho e um abraço.
    Maria Sílvia

  49. Kamil Diz:

    Boa noite Dra.! Fui diagnosticado com TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizado). Sinto muita ansiedade, muito medo de tudo, do futuro, da opinião das pessoas, sinto tristeza, um desânimo, falta de concentração, às vezes tenho que fazer esforço para conseguir focar no que a pessoa está falando. Fico me imaginando em várias situações, sempre me dando mal. Vivo pensando em coisas ruins que já passaram e nas que poderão acontecer. Não vivo o presente. Tudo que eu queria era ter paz, tranquilidade. Todos os dias vou para a faculdade em uma outra cidade, pego uma van para ir, nessa van não converso com ninguém, eu gostaria de me comunicar mas falta ânimo, parece que meu cérebro é preguiçoso. Já estou na terceira faculdade, não concluí nenhuma. Costumo nunca terminar as coisas que eu começo. E minha família por mais que saiba do meu problema me julga, fala que eu tenho que arrumar emprego, daí me sinto mais pressionado e me cobro ainda mais. Comecei a fazer tratamento há alguns meses com LAMICTAL, QUETROS e EXODUS, a primeira semana fiquei ótimo, muito bem disposto, feliz, relaxado, mas depois voltou tudo. Há um mês troquei de médico pois os medicamentos eram muito caros, gastava cerca de 500, agora gasto 80, estou tomando cloridrato de paroxetina e oxcarbazepina, tem 2 semanas que faço o uso desses fármacos, mas ao invés de melhorar eu estou mais triste, desanimado, durmo o dia todo, não malho mais e vou na faculdade desmotivadíssimo. Não vejo a hora de ficar bem, se eu não tivesse essa ansiedade toda minha vida seria muito mais prazerosa pois dificilmente tenho prazer, só quando bebo praticamente. Demora muito para o tratamento fazer efeito? Obrigado.

  50. maria.silvia Diz:

    Boa noite, Kamil. Sugiro que você leia também os artigos denominados “Cuidados importantes para quem toma antidepressivos” nesse mesmo Blog, para sanar algumas de suas dúvidas sobre o efeito dessas medicações. Em geral, é necessário aguardar 2 ou 3 semanas até que se obtenha efeito terapêutico, mas os efeitos colaterais começam antes. Se os efeitos colaterais persistirem muito intensos, seria interessante informar seu médico para que, juntos, vocês encontrem a melhor solução.
    Abraço.
    Maria Sílvia

  51. Maiara Diz:

    Dra. A pílula anticoncecional pode fazer com que quadros de ansiedade aconteçam?

  52. maria.silvia Diz:

    Bom dia, Maiara. Estudos mais recentes sugerem que a pílula anticoncepcional pode levar ao surgimento de sintomas de ansiedade e/ou depressão em pessoas que já possuam alguma vulnerabilidade a esses quadros. Isto é, não são todas as pessoas que apresentarão estas alterações somente por usar a pílula anticoncepcional, mas quem já tem algum outro fator de risco, que provavelmente teria este quadro mais cedo ou mais tarde, com ou sem pílula. Abraço.
    Maria Sílvia

  53. Bruno Diz:

    Dra. Sou estudante de medicina tenho 23 anos e essa semana tive a minha primeira crise onde 3 médicos cardiologistas chegaram a dizer pra mim que provavelmente estaria com transtorno de ansiedade . Tive “2 crise na quinta” e pelo menos mais uma por dia de quinta pra cá ( domingo ) . A primeira crise foi a mais forte : taquicardia que nunca tinha sentido , elevação da PA , vasoconstricção periferica etc . Fui direto pro hospital do coração daqui fiz eletro e aferi minha pressao e deram tudo normal . Fiz um eco e tbm deu normal . Ainda não tive tempo de procurar ajuda de psiquiatra e ou psicologo mas gostaria muito que se possivel a senhora pudesse me responder algumas perguntas : desde quinta qd tive minha primeira crise sempre senti “algum tipo de dor no corpo” , “nó na garganta” , dor nas costas , “pontadas no peito” etc sempre as mesmas passando qd eu repousava . O transtorno de ansiedade traz tantos incomodos “fisiologicos fortes assim” ? E esse transtorno começa assim “do nada” ? Eu sempre me considerei uma pessoa muito ansiosa , porém todos esses sintomas mais fortes apareceram pela primeira vez qd eu estava estudando “calmamente” na biblioteca da minha universidade . Grato desde já !

  54. maria.silvia Diz:

    Boa noite, Bruno. Sim, ataques de pânico acontecem exatamente assim, de maneira intensa e abrupta. Se as causas orgânicas já foram afastadas, é hora de procurar um psiquiatra para ajudá-lo, com essas crises mais intensas e a ansiedade de base. Para mais informações, sugiro que você leia os artigos sobre Transtorno de Pânico e Transtorno de Ansiedade Generalizada nesse mesmo blog. E não adie a consulta com o psiquiatra. Bom tratamento. Abraço.
    Maria Sílvia

  55. Barbara Monique Lins Quwiroz Diz:

    Oi,sou muito ansiosa e ja tive sindrome do panico.Passo mau com crises de auusensia e gostaria de saber se anticoncepcional piora…pq na TPM fico muito pior ,

  56. Barbara Monique Lins Quwiroz Diz:

    Desculpa,só pra completar,tomo rivotril,depakene,na tpm minhas crises aumentam muito de ausencias e meus pensamentos fora do ar.Me trato a 7 anos.

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